terça-feira, 3 de março de 2009

Tarifa de ônibus será discutida hoje(3) na Câmara

Comissão de Finanças discute a tarifa de ônibus

Os vereadores que integram a Comissão de Finanças, Orçamento e Contas do Município receberão nesta terça-feira (3), a partir das 14 horas, os secretários municipais de Fazenda, Márcio Florêncio, de Infraestrutura, Nelson Trigo, e representantes das associações Comercial e Industrial de Joinville (Acij), dos Comerciantes de Materiais de Construção (Acomac) e das Pequenas, Micro e Médias Empresas (Ajorpeme) para discutir dois assuntos em evidência: a Taxa de Licença para Localização (TLL) e a planilha de custos do transporte coletivo. A reunião será aberta à comunidade e ocorrerá no “plenarinho”, piso térreo da Câmara de Vereadores de Joinville.

5 comentários:

  1. Murilo Carlos Pacheco3 de março de 2009 18:55

    Esse tal de Odir Nunes é mesmo um hipócrita. Porque nos outros aumentos ele não convocou esse tipo de reunião? Ele acha que a prefeitura deve dar o aumento aos seus amigos empresários de bolsos cheios. É o fim da picada

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  2. Caro prefeito,

    antes de externar uma opinião fria a respeito do transporte público coletivo em nossa cidade, gostaria de salientar que faço uso de ônibus não porque estes sejam confortáveis, higiênicos. Porque uma afirmação desta, creio, muito provavelmente não passaria pelo crivo de uma pesquisa não tendenciosa junto a população. Também não se deve ao fato do preço da passagem individual ser acessível e justo, pois uma vez calculada através de uma planilha de custos isenta de manipulações, certamente deveria cair um percentual significativo, creio, deixando os usuários como eu bastante contentes. É óbvio que tão pouco faço uso desse tipo de transporte por consciência eco-ambiental, deixando meu veículo particular na garagem, como fazem muitos europeus, tanto para não congestionar o trânsito quanto para não poluir desnecessariamente o ar e, simultaneamente, aumentar o stress auditivo da população.
    Esse contato diário me faz perceber o grau de desumanidade praticado sistematicamente com essa gente sofrida: o cidadão comum, a dona de casa, o trabalhador que acorda de madrugada e vai entregar o suor de seu labor numa indústria através de um meio de locomoção coletivo quase sempre superlotado, crianças e estudantes das famílias mais desfavorecidas. Quem utiliza esse meio de transporte não pode se tornar indiferente, no sentido de entender melhor na pele, (embora não faça parte de nenhuma religião em particular), o que motivou um Cristo em sua prática amorosa, ou as razões que nortearam, por exemplo, a prática política humanista consequente de um Gandhi, ou, ainda, o que fez com que Buda renunciasse a uma vida de realeza junto de seus familiares e serviçais no castelo e fosse viver entre os humildes e explorados.
    Penso que como professor de escola pública, esse vínculo cotidiano traz outras reflexões como: entender a passividade desse povo diante de uma situação tão escorchante; o elevado percentual, infelizmente crescente, de alunos sem estrutura familiar e seus reflexos na Educação, diretamente proporcionais a esse abandono?. De que forma compreender (sem justificar) a “opção” pelo tráfico, ou a informalidade profissional, ao invés da escolaridade por parte de uma significativa fatia de jovens joinvillenses?; de que maneira explicar o processo de manipulação eleitoral com sucesso já há tantas décadas reinante nesta cidade por parte de antigos caciques-políticos sobre uma significativa parcela ignorante da sociedade?.
    Comparativamente talvez os números nos façam perceber melhor a situação. Entre Joinville e Curitiba cerca de 130 km nos separam, e o preço da passagem, com o ônibus contendo 50 poltronas confortáveis (ninguém de pé!), água no final do corredor, ar condicionado e cafezinho gratuito na sala VIP (de Curitiba) quando se chega àquela cidade, custa aproximadamente R$18,00 ! Ora, são 130 km. Será que o preço do óleo diesel é tão diferente assim aqui em Joinville?! É preciso se ter em mãos a média da distância que um passageiro da nossa cidade se desloca de um local a outro para entender, (ou desentender de vez, o que dá na mesma), a matemágica da multiplicação dos kilômetros rodados pelo preço do kilômetro, resultando em R$2,50 (embarcado), ou R$2,05 (com passe). Digamos que, por absurdo, esta média fosse, por exemplo, 10 Km, então, o preço a pagar seria, fazendo-se os cálculos comparativos, ( [R$18,00 : 130 km] x 10 km ), pouco menos que R$1,40. Volto a frisar, todos sentados, ar condicionado e cafezinho no ponto final!
    Por outro lado, será que os impostos municipais incidentes sobre o custo dos transportes coletivos é tão mais caro que os impostos inter-estaduais, que venham elevar tanto assim o preço da passagem individual? Bem, esses dados são passíveis de aferição por parte do Senhor, Prefeito.
    Um outro tipo de raciocínio interessante de se fazer é tomar, por exemplo, um ônibus de linha comum, com seus 32 acentos preenchidos por populares, (diga-se de passagem que o número de assentos vem diminuindo paulatinamente para permitir o processo crescente de ensardinhamento da população de pé, já que cabe muito mais pessoas de pé do que sentadas), com, digamos, umas outras 50 pessoas de pé nos corredores do ônibus. Para facilitar arredondemos os números do somatório para 80 pessoas. Estou sendo exagerado?, depois podemos refazer os cálculos de forma mais condizente com a realidade (para mais ou para menos, conforme o caso).
    A R$2,05 por usuário teríamos a cifra de exatamente R$164,00 numa única ida (ou volta), sem contar as pessoas que tomam este veículo fora dos terminais de ônibus . Mas, façamos de conta que elas não existem.
    Digamos que uma determinada linha faça seu trajeto de ida e volta em 40 minutos. Então, devemos multiplicar esse valor por 2 a cada 40 minutos, obtendo, assim, R$328,00. Como esse processo segue, em meus cálculos, corrijam-me se estiver errado, mais ou menos das 4 da manhã até perto da meia noite, teríamos 20 horas ininterrupta de trabalho, ou seja, cerca de 1200 minutos. O que dividido por 40 minutos, resultaria em 30 viagens de ida e volta. Multiplicando-se este valor por R$328,00 obtemos a quantia de R$9840,00 num só dia, num só ônibus, para, exagerando, 3 motoristas distintos. Mas, fazendo de conta que em determinados horários do dia diminua o fluxo de usuários e que a empresa, em conseqüência disso, realize um espaçamento maior do horário de ônibus para dar continuidade do processo de ensardinhamento da população, sofrendo os R$9840,00 um decréscimo de R$1840,00, finalizamos, assim, com R$8000,00/dia/ônibus.
    Ora, este valor multiplicado, em média, por 30 dias, se eleva ao patamar de R$240 000,00/linha/mês!
    Estou falando apenas de um ônibus por linha. Quantas dezenas, talvez uma centena ou mais deles existem, juntando os veículos das duas empresas que monopolizam o setor do transporte público coletivo em Joinville? Também não mencionei aqui linhas especiais com dupla carroceria (desculpe-me a denominação inadequada) que, por exemplo, fazem o trajeto centro-Itaum, Itaum-centro. Linha essa, cujo trajeto, em muitos horários causam indignação. A tal ponto sua lotação máxima é superada, que muitas pessoas tomam o ônibus antes de chegar ao terminal central, em frente a Catedral, para tem acento após a saída do terminal central de volta para seus lares. Isso também deve ocorrer com certeza, com outras linhas que se deslocam para outros bairros.
    Multipliquemos, com a certeza de que se erramos não foi por muito (talvez até para menos), o valor último por 100, chegando a um faturamento bruto mensal de 24 000 000,00. Repetindo, vinte e quatro milhões de reais!!
    Claro, devemos descontar o salário dos trabalhadores, a manutenção dos veículos, os impostos e taxas, a reposição da frota de veículos de tempos em tempos, etc.. Gastos estes que não saberia estimar aqui por falta de dados e, penso, que também o Senhor, Prefeito, deve ter muita dificuldade nisso.
    A pergunta, o sentimento geral da população, é: PODEMOS CONFIAR NAS PLANILHAS APRESENTADAS PELAS EMPRESAS QUE MONOPOLIZAM O SETOR EM QUESTÃO? Ora, a própria colocação desta pergunta deixa implícita uma resposta que intuitivamente já sabemos qual seja. No entanto, carecemos de provas, não é mesmo Senhor Prefeito?


    É exatamente neste espaço de manobras, tal qual o impedimento está para o futebol, é que as nossas propostas tentarão corroborar, enquanto simples opinião de um cidadão comum para uma questão tão vital como é a do transporte urbano coletivo para a população. Propostas estas talvez mirabolantes para alguns, utópicas para outros, dependendo muito, é claro, do extrato social, empresa ou instituição a que pertença o sujeito, ou seja, do interesse pessoal maior ou menor que o indivíduo esteja defendendo no momento. Porém, creio, que de bom grado os usuários de ônibus e aqueles que se preocupam de fato com o bem estar, com as condições mínimas de sobrevivência da população, haverão de perceber algum sentido nestas idéias.
    Penso que o pano de fundo da questão, entretanto, - o que levou a situação a tal extremo em nossa cidade, e que as empresas habilmente estão nos fazendo esquecer, e com isso deslocando o eixo da questão para apenas o aumento da passagem -, a causa primordial é a perpetuação do monopólio de concessão, por mais de duas décadas, para apenas duas empresas apenas, inclusive não concorrentes entre si, pelo contrário, unidas num pacto de cartel por essa continuidade. A tímida proposta, ainda, de se abrir licitação para o retorno do Pega-Fácil já seria um forte sinal no rumo desta tomada de posição.
    Urge, pois, colocar como prioridade, da qual não se deve abrir mão em hipótese alguma na discussão, (inclusive e principalmente com a população), a quebra do monopólio dessas duas empresas siamesas.
    Paralelamente a esta discussão, em nossa opinião, se faz necessário o imediato congelamento do preço da passagem dos ônibus até que se tenha uma avaliação mais pormenorizada, a partir da construção de uma planilha transparente para o usuário, dos gastos e do faturamento bruto por parte das empresas em questão, inclusive com a participação dos segmentos envolvidos na luta contra o aumento do transporte coletivo urbano em nossa cidade. E, Senhor Prefeito, este tema, penso, é por demais delicado, cabendo antes ampla discussão com a população antes de adentrar a Câmara de Vereadores, onde apenas algumas poucas dezenas de parlamentares bem intencionados (ou não) venham a decidir, sabe lá Deus submetidos a que formas de convencimentos.
    . Muitas pessoas já se manifestaram através da Internet, porém, trata-se de um percentual bastante reduzido de cidadãos comparado com os 500 mil habitantes, principalmente porque um percentual bastante elevado das famílias que compõem esse número não (ou pouco) se relacionam ainda com este veículo para se comunicar . A população teria muito mais consciência da importância de co-participar das decisões, maior poder de fiscalização em questões deste porte, transferindo-lhe, Senhor Prefeito, um efetivo aval no caso em questão.
    Em segundo lugar, durante o período de construção desta planilha, juntamente com cada bilhete de ônibus, a prefeitura promoveria, com ou sem o apoio das empresas, a entrega ao usuário de ônibus, de um bônus a ser guardado até que se tenha uma decisão sóbria a respeito do aumento (ou não) do transporte coletivo. Caso se viesse a verificar que os preços cobrados são abusivos, os usuários teriam, após as conclusões dos estudos e da aprovação dos devidos reajustes para menos do preço das passagens, a devolução em bilhetes de ônibus para sua plena utilização após o citado reajuste. Por outro lado, caso se constatasse a necessidade dos reivindicados reajustes por parte da empresa, a Prefeitura arcaria com os prejuízos das empresas durante o período. Carecemos, na reposição cristalina da realidade, correr riscos Senhor Prefeito, no sentido de vir a praticar a sábia política do Cristo: daí a César o que é de César.
    De forma também simultânea, pela carência de dados que se tem, é preciso (se é que não se tem isso em mãos), coletar dados à nível de Brasil, a respeito do funcionamento e do custo dos transportes coletivos, a princípio não haverá uma outra forma para se basear no rumo de um preço justo para a passagem de ônibus.
    Em terceiro lugar, se faz necessário, -a partir deste mesmo Fórum Popular-, propor a discussão da necessidade que esta Prefeitura venha a possuir dois ônibus, um deles com o caráter comparativo, isto é, nas mesmas condições destes que transitam pelas ruas de nossa cidade, servindo a população e cobrando o mesmo preço pela passagem, com o fito de um levantamento de dados a respeito dos gastos reais tidos pelas empresas monopolizadoras do transporte coletivo em Joinville, visando a futuros reajustes; o outro ônibus objetivando colocar o transporte urbano coletivo local ao nível dos países escandinavos: um e apenas um lugar por pessoa, banco com estofamento macio, ar condicionado, motoristas bem remunerados e com um número de horas de trabalho que não lhe tragam tensões, mau humor por excesso de trabalho, música ambiente (parecidos com os saudosos Pega-Fácil, porém superiores em qualidade).
    Em minha humilde opinião no alvorecer da Nova Era precisamos dar esse salto de qualidade, faz parte do processo de humanização, não é verdade Senhor Prefeito? Afinal, se os vereadores desejam um veículo à sua disposição para o trabalho, estou convicto de que a população em geral, também por necessidades semelhantes, merece um melhor tratamento no que se refere ao seu deslocamento através da cidade.
    Ironiza Zé Ramalho :

    ...
    Eh, ôô, vida de gado
    Povo marcado e,
    Povo feliz.
    ...

    E, de outra parte, arremata Ednardo:
    ...
    Do boi só se perde o berro.
    ...

    Pois bem, é como nos sentimos nas mãos e sob o jugo de meia dúzia famílias nesta progressista e trabalhadora, na cidade dos príncipes, das bicicletas. Palco onde dançamos o ano todo a dança macabra de uma nota só em direção ao curral cotidiano do matadouro, ceifador de possibilidades.
    Falo de algo além das meras condições mínimas de sobrevivência, falo de:

    ...
    A gente não quer só comida.
    A gente quer:
    Comida, diversão e arte.
    ...

    Também parafraseio Titãs, e algo mais além no contexto da Evolução em todos os aspectos possíveis ao Ser que se quer humano de fato. No entanto, é impossível se chegar a este patamar nos marcos de um capitalismo selvagem como praticado em nosso país, e em nossa cidade em particular.
    Acreditamos na existência de políticos de boa índole. Estes testes que a vida política lhe coloca logo ao inicio de seu mandato, pode vir a ser o trampolim para um novo salto de toda uma população, de todo um projeto de cidade a ser validado ou não pela vontade de mudar, de caminhar junto, e de vir a transformar essa crença em vivência coletiva, ou seja, o imã que possibilite a reaglutinação de forças dispersas, desconfiadas e reticentes como muitos de nós.
    Finalizo, caro prefeito, com um trecho da música de Milton que diz:

    Todo artista tem que estar onde o povo está,

    Carlito.
    E te desejo todo sucesso na condução desta nossa empreita.

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  3. http://gazetadejoinville.blogspot.com/2009/02/para-forcar-aumento-empresas-inventam.html

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  4. Caro Prefeito!

    Só queria frisar que nós funcionários das Empresas Transtusa ou Gidion não recebemos aumento de salário a mais de sete anos, comparados com outras cidades estamos no nível bem baixo. Ex: por que o fiscal de terminal que é contratado com nível superior ganha menos que o motorista que em alguns casos não tem nem o primeiro grau completo, além de tudo têm que pagar sua faculdade, algumas chegam até R$800,00. Gostaria que se fosse aprovado o aumento do transporte coletivo (na minha parte sou contra), fosse estabelecido aumento para todos os funcionários "sem exceções"

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  5. Caro prefeito, seja firme e honre os votos que recebeu e cumpra as promessas feitas em campanha e não entre nessa de ser bonzinho com empresas monopolizadoras de tranportes e caso elas não os aceitem abra concorrencia que creio que apareceram várias outras que farão por bem mais barato essa passagem, e vou além será também a oportunidade de vsª criar novas oportunidades se criar aqui o uso de vans para deslocamento como a ex prefeita de sãp paulo os fez e deu certo além de agilizar o transporte público sei que deste sua palavra ao povo e palavras não saem em vão por favor as cumpra confiamos e votamos em voce por favor não nos decepcione.

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